Os cacos de cristal no chão de mármore brilhavam como diamantes quebrados sob a luz fraca da penthouse. Eram um reflexo perfeito da alma de Pedro Montenegro naquele momento: estilhaçada, perigosa e furiosamente brilhante.
Ele ficou ali, no silêncio que se seguiu à sua explosão, a respiração pesada, a mão a latejar onde segurara o copo. A imagem de Isabella na tela do monitor estava gravada em sua mente. O sorriso dela. O lamber do lábio. A piscadela. Cada gesto, uma facada deliberada em seu aut