O tempo perdeu o sentido.
Os dias deixaram de ter nome.
E Rafael… deixou de viver fora daquele hospital.
A primeira noite foi a pior.
A segunda também.
E a terceira…
Já não havia mais diferença.
Amélia permanecia na UTI.
Imóvel.
Conectada a aparelhos.
Respirando com ajuda.
Lutando… de um jeito que ninguém podia ver.
Rafael não saiu dali.
Nem quando disseram que ele precisava descansar.
Nem quando o corpo começou a cobrar.
Ele só saía quando era obrigado.
E mesmo assim… voltava.
Sempre voltava.