— Sofia...
As lágrimas vieram antes que ela pudesse impedir.
— São dois.
Dante pareceu esquecer como respirar.
— Dois?
Ela assentiu, chorando.
— Gêmeos.
A palavra o atingiu como uma bala que não perfurava carne, mas atravessava algo mais profundo.
Dante apoiou uma mão na mesa.
Pela primeira vez desde que Sofia o conhecera, ele pareceu prestes a cair.
— Gêmeos — repetiu.
— Sim.
Ele olhou de novo para a imagem.
Longamente.
Como se aquela fotografia cinza fosse um mapa de um território impossível.