A rodoviária de Seattle era úmida, barulhenta e cheirava a gordura velha com desespero. Marta puxava o carrinho de feira já vazio, enquanto Geraldo carregava uma mochila puída nas costas. Os dois pareciam deslocados no meio da cidade grande, com suas roupas encardidas e os rostos marcados pelo tempo — ou talvez pela maldade.
“Tem certeza de que é aqui?” — ela perguntou, os olhos apertados examinando os prédios altos.
“É onde ela tá. Eu vi na televisão. O nome do noivo dela aparece em tudo quant