A televisão zunia em volume baixo, transmitindo um noticiário qualquer, mas nenhum dos dois prestava atenção. A chuva agora caía com mais força, batendo no telhado remendado da casa e formando goteiras nos cantos da sala. As paredes úmidas pareciam mais claustrofóbicas do que nunca. Marta estava recostada no sofá imundo, enquanto Geraldo andava de um lado para o outro, mastigando o lábio inferior como um cão enraivecido prestes a atacar.
De repente, ele parou no meio da sala e murmurou com uma