Naquela noite, Isabelly descobriu que existiam formas de raiva muito mais perigosas do que gritos, discussões ou explosões de fúria. Existia a raiva silenciosa. Aquela que se infiltrava pelos pensamentos e permanecia ali, corroendo tudo lentamente.
Ela estava deitada na cama, imóvel, encarando o teto escuro do apartamento. O relógio digital ao lado da cama marcava quase duas da manhã.
O sono simplesmente não vinha. E não importava quantas vezes fechasse os olhos ou mudasse de posição, sua mente