Eu não queria desligar o celular. Queria continuar ouvindo a voz dele, só mais um pouco.
Cada palavra que saía da boca de Leonardo era como uma ventania quente passando por dentro de mim, avivando tudo o que um dia esteve morto.
Me acendia.
Me aquecia.
Me fazia sentir viva de novo.
E aí eu me pego pensando…
Como é se sentir amada de verdade?
Como é o amor que não vem com dor? Que não sufoca, não marca a pele com medo?
Será que é isso? Essa paz no peito? Essa vontade de sorrir sozinha no meio do