Quero não acreditar. Por mais que ela repita que sou filho daquele maldito, algo dentro de mim grita que é mentira.
Olho para Vitória: ela balança a cabeça, negando, em desespero. Não chora, mas dá para ver que se segura com todas as forças para não desabar de novo. Volto o olhar para a minha mãe.
— Até quando… até quando a senhora ia esconder isso? — Respiro fundo, sentindo uma pontada forte no ferimento. — ME RESPONDE, PORRA! — Grito, fazendo‑la se assustar.
Ela não responde, só chora. Minha