Acordo e não encontro Vitória ao meu lado. Olho a hora: já são duas da tarde. Faz tempo que não durmo tão bem assim. Sento‑me, passando as mãos pelo rosto, nervoso pra caramba. Será que ela se arrependeu e deu o fora?
Ouço passos e olho para a porta: ela vem da cozinha com um prato na mão. Cabelos molhados, veste um vestido solto. Caminha até o outro sofá e senta‑se.
— Boa tarde — diz, e me olha com um sorriso leve.
— Boa tarde — respondo, sentindo um desconforto. Estou com medo de que ela diga