O vento noturno bagunçou meus cabelos, mas eu não tive tempo para me preocupar com isso. Quando Bruno fez aquela pergunta, meu coração disparou de forma involuntária.
Os olhos de Bruno, já negros, pareciam ter ficado ainda mais escuros, e seu olhar pesado, quase pegajoso, se fixou em mim de maneira tão intensa que não havia como escapar.
— Sim, foi você quem não quis! — Respondi, com a voz falha, mas firme.
Dayane era minha filha, uma criança que ele rejeitou depois de esperar por tantas horas.