No celular, a voz de Karina soava gentil, mas não era difícil perceber um leve tom de tristeza por trás de seu esforço para manter a compostura:
— Ana, onde você está?
Eu sabia muito bem que, se não houvesse algo importante, Karina não teria me ligado, ainda mais com essa atitude tão amena.
No entanto, como ela se mostrou tão educada, decidi não a confrontar. Se eu fosse rude demais, acabaria sendo a culpada. Afinal, tecnicamente, ela ainda era minha família.
Respirei fundo e respondi:
— Aconte