221. Realidade
Branca
A casa está silenciosa demais. E, pela primeira vez desde que tudo começou, não é um silêncio de paz. É pesado, cheio de pensamentos que ninguém quer dizer em voz alta. Eu observo minha mãe sentada no sofá, os olhos perdidos em algum ponto que não está ali, e sinto um aperto no peito antes mesmo de ela falar.
"Eu devia ter escutado ele."
A voz sai baixa. Cansada. Me aproximo devagar e sento ao lado dela.
"Mãe…"
"Não. Não tenta aliviar isso. Eu sei exatamente onde eu errei."
Eu suspiro, m