185. Rara paz
Branca
"Me leva embora."
Minha voz sai fraca, quebrada, quase irreconhecível até para mim mesma. Eu nem sei em que momento as lágrimas começaram a escorrer, só sei que já não consigo mais enxergar direito a sala, a mesa, as fotos antigas, nem a minha mãe parada diante de nós com aquele olhar de quem acredita, de verdade, que está nos salvando ao nos condenar à fuga.
"Eu não consigo pensar agora", continuo, respirando com dificuldade. "Não consigo raciocinar. Eu preciso… eu preciso de um tempo."