DIAS ATRÁS
O brilho azulado da tela era a única lâmina de luz cortando a escuridão do meu apartamento. Uma dor latejante se aninhava atrás dos meus olhos, mas a adrenalina era mais forte. O sono era um refúgio impossível depois daquela descoberta.
Minhas mãos tremiam sobre o teclado. Ainda faltavam peças, mas o contorno da imagem que se formava era nítido e aterrorizante. Tudo aquilo estava ali, bem debaixo do tapete de seda dos pés de Victor Calderón.
Lembrei-me das dezenas de cafés comparti