Laís
A manhã depois do relatório nasceu diferente. O portão da ONG já tinha fila antes das oito: mães perguntando sobre novas vagas, voluntários oferecendo tempo, um professor trazendo uma pasta com projetos para parceria. O clima era de colheita. As vozes que antes vinham carregadas de dúvida agora soavam como aplauso.
Na feira, ouvi comentários enquanto comprava pão de queijo com Rafaela: “Essa ONG aí mostrou serviço, viu?”. Outro completou: “Se dependesse só de falação, ninguém plantava nada