Assim que ela sai da minha sala, o ar parece mudar. Fica pesado, carregado de algo que não sei explicar. Tento voltar para os relatórios na minha mesa, mas é inútil. As letras dançam, e tudo o que vejo é a expressão dela ao me encarar... e aquele olhar que oscilava entre raiva e curiosidade.
Droga.
Levanto, pego o celular e decido sair para almoçar. O restaurante em frente à empresa parece a melhor fuga. Peço qualquer coisa, mas mal presto atenção ao cardápio. Não é fome o que me consome, e sim