Heitor
— Como pode fazer isso comigo, pai? Como pode destruir o seu próprio filho desse jeito? — pergunto, me curvando sem forças enquanto os soluços de um choro descontrolado balança o meu corpo violentamente. — AAAAAAAAAAH! — grito sozinho no cômodo várias e várias vezes, tentando me livrar dessa dor, dessa angústia que parece me rasgar por dentro. Eu a perdi! Penso completamente desolado — AAAAAAAAAAH! Eu te odeio, pai! Odeio no que me transformou! Eu sou um maldito monstro e a culpa é toda