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Heitor

— Quanto? — pergunto seco até demais. Ele se vira para me olhar nos olhos.

— Cinquenta mil dólares.

— Isso é bem menos do que me deu da outra vez, não dá pra nada!

— É tudo que terá de mim. Ou você aceita, ou pode voltar a sua vida de fugitivo. Garanto que não sobreviverá até amanhã de manhã.

— Que droga, Heitor! — John leva as mãos aos cabelos e elas escorregam para sua nuca, fazendo-o encarar o teto. Uma respiração alta preenche o ambiente e ele volta o seu olhar para mim. — Eu aceito! — Ergo um dedo em riste, pedindo que espere e vou para a minha mesa. Abro a primeira gaveta e tiro um envelope pardo de lá, o arrastando em sua direção. — O que é isso?

— Abra! — ordeno e desconfiando o meu cunhado se aproxima da minha mesa, abre o envelope e encontra algumas imagens sus lá dentro. Um sorriso sacana se abre nos seus lábios e ele volta a me fitar. — Filho da puta!

— Achou mesmo que eu não descobriria? Estou de olho em você desde que saiu da minha casa. É uma lista longa de crim
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