Cap 46. Silêncio que dói
Milena acordou devagar, ainda presa à sensação morna do sono. A cama ao lado estava vazia.
Por um instante, pensou que tivesse imaginado tudo da noite anterior. Mas então ouviu a voz baixa vindo do outro lado do quarto.
Marcelo estava de pé, em frente à janela. O celular pressionado ao ouvido. O corpo rígido demais para alguém que acabou de acordar.
— Não é tão simples assim, nonno… — ele disse, contido, mas tenso. — Essas coisas levam tempo.
Milena se sentou na cama, sem fazer barulho.