A manhã começou sem pressa.
A luz entrou no quarto de forma oblíqua, filtrada pelas cortinas leves, trazendo consigo o som constante do mar, um ruído vivo que não obedecia a ninguém. Demorei alguns segundos a perceber onde estava. A ilha ainda parecia irreal, como se eu tivesse sido deslocada para um cenário cuidadosamente montado para me distrair do facto essencial: eu continuava sob o domínio de Matteo.
Levantei-me devagar, sentindo o corpo menos tenso do que nos dias anteriores. Não descan