O som da ambulância cortava a noite.
Alto.
Constante.
Urgente.
Dentro dela…
O tempo parecia correr mais rápido.
E ao mesmo tempo…
Devagar demais.
Helena estava imóvel.
Deitada na maca.
Com os olhos fechados.
A respiração fraca.
Os paramédicos trabalhavam rápido.
Falando termos técnicos.
Pressionando o ferimento.
Controlando a situação.
Mas para Lorenzo…
Nada daquilo importava.
Ele só via uma coisa.
Ela.
— Helena… — murmurou ele, segurando a mão dela com força.
Como se soltá-la fosse perdê-la.
N