O corredor do hospital parecia mais frio do que o normal.
Luzes brancas.
Silêncio interrompido apenas por passos apressados e vozes baixas.
Lorenzo estava parado.
Imóvel.
Mas por dentro…
Tudo estava em caos.
A frase ainda ecoava na mente dele:
“Eu acho que eu conheço essa mulher.”
Daniel o observava.
— Então fala logo — disse, sério. — Quem é?
Lorenzo passou a mão no rosto.
Respirou fundo.
Como se dizer aquilo em voz alta tornasse tudo real.
— Se eu estiver certo…
Ele hesitou.
— Isso piora tudo