O carro parou no meio da estrada.
O silêncio tomou conta de tudo.
Pesado.
Irreversível.
Lorenzo ainda segurava o volante.
Os olhos fixos à frente.
Mas a mente…
Estava em outro lugar.
Helena.
A voz do homem ainda ecoava:
“Se trouxer alguém… ela morre.”
Ele soltou o ar lentamente.
Tentando manter o controle.
Mas a verdade era uma só:
Ele estava sendo puxado para uma armadilha.
— Você não pode ir sozinho — disse Daniel, quebrando o silêncio.
Lorenzo não respondeu de imediato.
— Você ouviu o que el