O galpão estava quase vazio.
As luzes das viaturas ainda piscavam do lado de fora, refletindo nas paredes frias e desgastadas.
Mas para Helena…
Tudo parecia distante.
Abafado.
Como se o mundo tivesse diminuído ao redor dela.
— Era eu…
A voz de Camila ainda ecoava na mente dela.
— Você salvou a minha vida.
Helena levou a mão à cabeça.
A respiração começou a ficar irregular.
— Helena… — chamou Lorenzo, com cuidado.
Ela não respondeu de imediato.
Os olhos estavam perdidos.