O relógio marcava pouco depois de uma da manhã quando Lorenzo ouviu o primeiro som. Não era o bip constante dos aparelhos, nem o zumbido baixo das luzes do quarto hospitalar. Era um gemido contido. Um som que carregava desespero. E dor.
Levantou os olhos do relatório que fingia ler só para não encarar a impotência, e viu o corpo de Isadora se contorcer levemente sobre a cama. A testa franzida, os lábios entreabertos, o peito subindo com dificuldade. Ela murmurava algo em tom baixo e rouco. Algo