12. Ruptura

O banheiro estava silencioso demais.

Luna apoiou as mãos na pia fria e encarou o próprio reflexo, tentando reconhecer a mulher que a observava de volta. O rosto levemente corado já começava a perder o calor da pista de dança, mas os olhos… aqueles continuavam brilhando.

Não de excitação. De confusão. De frustração. Vergonha.

Ela respirou fundo.

O beijo ainda pulsava na memória, não como algo bom, mas como uma ferida recente.

Um ponto sensível que doía quando tocado, mesmo que apenas em pensamento.

Eu não imaginei aquilo, eu não forcei aquilo, disse a si mesma.

Ele me beijou por vontade própria.

Mas depois ele recuou.

Luna abriu a torneira e jogou água no rosto, tentando apagar a sensação da boca dele na sua, do corpo colado ao dela, do instante em que tudo pareceu possível… e proibido ao mesmo tempo.

Quando saiu do banheiro, a música da balada parecia distante, abafada. As luzes já não tinham o mesmo brilho. Damian não estava mais na pista.

Ela também não o procurou.

Fez
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