Clara me mandou o número da sala onde trabalhava e eu fui até lá como quem vai até um porto seguro. A sede da Novak era um monstro de vidro e metal, mas o andar onde Clara ficava tinha um ar mais humano: mesas juntas, gente falando baixo, alguém rindo em algum canto, um cheiro de café que não era de máquina milionária — era de gente.
Clara estava numa mesa, com duas telas abertas e uma cara de “eu prometi que ia entregar isso ontem”.
— Mareu! — ela sussurrou, levantando só o olhar. — Eu tô term