— Maria Eugênia Valença, certo?
— Sim. Mas pode me chamar de Mareu.
Ela sorriu, simpática de um jeito perigoso. Simpática o suficiente para fazer a gente baixar a guarda e acabar contando segredos sem querer.
— Mareu… — ela repetiu — Engraçado. Não sei por que, mas seu nome me soa familiar.
Eu ri nervosa
— Acho que tem uma atriz com um nome parecido — inventei, no automático.
A moça fez um “ah” vago, como se estivesse tentando puxar uma memória pelo cabelo.
Meu nome não soava familiar por causa de atriz nenhuma.
O problema é que nome viaja.
Principalmente quando, em algum momento, ele passou perto de um escândalo familiar.
Eu não fiquei pra ver o que aconteceu depois que eu fugi daquele casamento arranjado. Eu só… desapareci. Mas como eu não vi nada — nem uma notinha de Instagram, nem uma fofoca maldosa de portal, nem sequer um “suposto casamento cancelado” em lugar nenhum — eu sempre acreditei que minha família moveu todos os pauzinhos para a história não vazar.
E, honestamente? A fa