~ MAREU ~
Olívia me entregou a carta com a solenidade de quem estava passando um documento ultrassecreto de Estado.
Ou uma ordem de despejo emocional. Ainda não dava para saber.
— Você pode ler — ela disse, segurando o envelope com as duas mãos antes de soltá-lo nas minhas. — Eu deixo.
Eu olhei para o papel como se ele pudesse me morder.
Era de Laura. Para Olívia. Para uma Olívia do futuro, ao que tudo indicava pelo simples fato de que mães não costumam escrever cartas-testamento para filhas pe