Mundo de ficçãoIniciar sessãoMoira
O hospital parecia outro quando a madrugada caía. Os corredores que horas antes eram cheios de vozes e passos agora eram povoados apenas por ecos distantes, o bip dos monitores e o barulho intermitente de carrinhos de medicação. A quietude tinha um peso próprio, como se o mundo inteiro respirasse mais devagar.
Jack dormia, finalmente. O oxigênio o ajudava a respirar melhor, e os pequenos soluços tinham diminuído. Eu fiquei de pé ao lado da cama por muito tempo, só observando o peito dele subir e descer. Era como vigiar um milagre frágil demais para ser deixado sozinho.
Mas meu corpo pedia movimento. Cada músculo estava tenso, a mente latejava. Eu precisava andar, mesmo que por alguns minutos.







