Cheguei em casa exausta, com a imagem do carrinho de compras de Frederico gravada nas minhas retinas. Tomei um banho demorado, tentando lavar o cansaço e a confusão, mas o vapor do chuveiro não foi suficiente para dissipar as dúvidas. Preparei um jantar simples, que mal toquei, e me recolhi cedo para o quarto.
Deitada na penumbra, peguei meu gravador. O hábito de registrar meus pensamentos tornou-se a única âncora que eu tinha.
— Nota pessoal... dia dezenove. — Minha voz soou trêmula no quarto