As minhas palavras ainda flutuavam no espaço milimétrico entre as nossas bocas, pesadas, exigindo uma resposta que ele parecia não ter forças para dar. O silêncio de Frederico durou apenas um segundo, mas pareceu uma eternidade.
Ele não respondeu com palavras.
Antes que eu pudesse recuar, a mão dele que estava espalmada na parede subiu para a minha nuca, os dedos se enroscando no meu cabelo com uma urgência cega, possessiva. Frederico colou seus lábios nos meus em um beijo avassalador, faminto,