O som dos meus próprios passos descompassados contra o piso limpo da ala VIP era a única coisa que me mantinha presa à realidade. O ar ainda queimava no meu peito, um lembrete físico e doloroso da corrida desesperada no concreto do Subsolo 4. Amparada por Arthur, cheguei à porta do quarto de Victor. Minhas mãos, com os nós dos dedos esfolados e sujos de poeira negra, tremiam tanto que mal consegui puxar a maçaneta.
Entrei em silêncio. A iluminação suave do quarto e o bipe cadenciado dos monitor