Eros Kane
Ela ainda estava sentada na borda da cama, a bolsa de gelo pressionada contra o rosto, me observando com aquela mistura de cautela e curiosidade que me desestabilizava.
Me aproximei novamente, mais devagar dessa vez. Farejei o ar ao redor dela, não como antes, não só por instinto de alfa. Foi mais fundo. Queria entender.
Nada. Não havia podridão. Não havia o cheiro metálico e doce da praga que eu conhecia tão bem. Seu cheiro estava limpo. Mais que limpo. Estava... vivo. Quente. Forte.