32. O Passado Se repete
Ettore mantém os olhos fixos nos meus, como se tentasse ler o que se passa na minha cabeça.
Seu rosto continua tranquilo, mas seu olhar muda, se torna mais frio, mais calculado.
— Podemos ir embora? — pergunto, num tom mais baixo do que eu gostaria.
— Não — responde calmamente, tomando um gole de vinho. — Acabamos de pedir a sobremesa.
Lanço-lhe um olhar irritado, percebendo o brilho satisfeito em seus olhos. Ele está gostando disso, claro que está. Mais uma oportunidade de me ver vulneráve