Eu não queria acreditar, de verdade, não queria, mas quanto mais eu tentava ignorar, mais as peças começavam a se encaixar de um jeito… assustador.
A caneta flutuando, o fato de Adrian nunca comer, jamais, nem um pedaço de pão, nem um café, nem uma fruta, nada. A forma como ele parecia ouvir coisas que eu não havia contado ou sentir coisas que eu tentava esconder e, principalmente, o sol.
Eu nunca tinha parado para pensar nisso antes, mas, em sete anos trabalhando com ele, eu nunca o vi ao ar l