Eu não queria acreditar, de verdade, não queria, mas quanto mais eu tentava ignorar, mais as peças começavam a se encaixar de um jeito… assustador.A caneta flutuando, o fato de Adrian nunca comer, jamais, nem um pedaço de pão, nem um café, nem uma fruta, nada. A forma como ele parecia ouvir coisas que eu não havia contado ou sentir coisas que eu tentava esconder e, principalmente, o sol.Eu nunca tinha parado para pensar nisso antes, mas, em sete anos trabalhando com ele, eu nunca o vi ao ar livre durante o dia e, com o passar dos dias, conforme comecei a prestar mais atenção, percebi outra coisa: os vidros de quase todo o prédio tinham um revestimento diferente. Um filtro escuro, parecido com o fumê de carros, mas diferente, parecia mais grosso, como estávamos alto demais para serem algo para privacidade, certamente a função era outra, proteger dos raios UV.Mesmo que eu não quisesse admitir, a resposta estava cada dia mais clara em minha mente.Passei dias observando Adrian, ten
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