Amália se despediu de nós deixando seu telefone e nos desejando sorte. Acho que eu nunca quis tanto que um desejo se tornasse realidade.
Adrian e eu continuamos sentados a mesa, de mãos dadas, presos num torpor que parecia nos puxar para fora da realidade. Era uma fuga bem-vinda, até que o toque do meu celular nos faz despertar.
— Alô? — atendo, sem prestar muita atenção a quem estava ligando.
— Oi, minha filha! — a voz gentil de minha mãe me alcança, a bruxa que provavelmente nem sabe quem é.