Elara.
A parede de vidro é como uma camada de gelo contra minha coluna.
Lá fora, a chuva da Virgínia açoita as janelas do chão ao teto, transformando os jardins impecavelmente cuidados em uma mancha cinza e verde. Aqui dentro, o ar está denso com o aroma de café torrado escuro e o almíscar pesado e predatório de Silas Thorne. Ele me prende contra o vidro, minhas calças de seda amontoadas nos tornozelos, suas mãos grandes segurando meus quadris como se ele temesse que eu fugisse.
Não vou. Não co