O motor do carro era o único som no mundo. Um rugido baixo e constante que abafava o turbilhão dentro do meu crânio. Dante dirigia com uma precisão robótica, seus olhos fixos na estrada escura, os dedos cerrados no volante como garras. No banco de trás, o ritmo suave da respiração de Eva era um contraste absurdo. Ela dormia, abraçada ao urso, alheia ao fato de que seu mundo tinha acabado de virar de cabeça para baixo.
Eu não conseguia parar de tremer. O vestido rosa, agora um símbolo de humilha