Seus olhos, ao me ver, não mostraram surpresa. Mostraram… resignação. Como se ele soubesse que eu viria. Como se estivesse esperando.
— Você acha? — joguei a bolsa no chão. Avancei mancando até ele no jardim enorme e joguei o documento sobre seu peito. — Explica isso. Explica essa prisão de um ano.
Ele olhou para o contrato, depois para mim. Seu rosto era uma máscara, mas seus olhos… seus olhos eram poços de uma tempestade contida.
— É um contrato, Elara. Você assinou.
— Eu assinei para salvar