MARCY
O apartamento era pequeno, mas era nosso.
Ficava num bairro silencioso, desses que as crianças ainda brincam na rua e os vizinhos se conhecem pelo nome. Não tinha a grandiosidade da mansão de Dante, nem o luxo dos apartamentos que Felipe escolhia. Tinha paredes finas, janelas que batiam com o vento, e um cheiro de café recém-passado que vinha da cozinha todas as manhãs.
Era nosso. Era o suficiente.
André dormia ao meu lado quando o despertador tocou. A luz da manhã entrava pelas frestas d