O sol nasce em tons de laranja e rosa quando finalmente convenço Inês a descansar.
Foram horas. Horas de conversa, de lágrimas, de silêncios que diziam mais que palavras. Ela não queria deixar o quarto do meu pai. Ficava olhando pela porta entreaberta, como se temesse que ele desaparecesse se ela piscasse.
— Mãe, — digo pela décima vez, a voz rouca de cansada, — vocês dois precisam descansar. Meu pai está dormindo. A senhora mal fechou os olhos.
— E se ele acordar? — Ela aperta minha mão. — E s