Capítulo 115 — Ele a matou

A manhã ainda não acabou, mas parece que vivi uma vida inteira desde que entrei naquele hospital.

Helen. André. Elizabeth. Dante.

Principalmente Dante.

Saímos do quarto de André em silêncio. Nossos passos ecoam no corredor estéril, descompassados, como dois estranhos que por acaso dividem o mesmo caminho. O médico cruza conosco e informa que farão novos exames em André, que o curativo da cirurgia está respondendo bem, que em breve — se tudo correr bem — ele poderá ter alta.

Uma notícia boa. A p
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