CAPÍTULO 28
POV — Marino Bianchi
Era madrugada quando ela voltou.
Marino estava sentado na sala principal da mansão, no escuro, apenas a luz baixa do abajur iluminando o copo em sua mão. O líquido âmbar girava devagar, como se o tempo tivesse perdido o ritmo.
Então o cheiro a atingiu.
Cereja. Chocolate. Dor.
O lobo dele se ergueu dentro do peito com um rosnado aflito.
Não faça isso…
Marino fechou os olhos por um segundo.
Tarde demais.
— Marino? — a voz dela veio baixa, ca