HENRY
Antes de voltar para casa, liguei para Cinderela para saber o que ela estava fazendo.
— Alô? Telefone de uma certa loira. — Uma voz masculina atende.
— Raoul? — questiono.
— O único.
— Onde está Cinderela?
— Ocupada. Estamos nos divertindo. Se puder não atrapalhar.
— Estão jogando?
— Não. Levei minha cunhada para passear.
— Ok. Tome conta dela — digo. E ele encerra a ligação.
Aposto que respondeu com um gesto. Ele tem mania de fazer isso mesmo por telefone. Se esquece que não posso ver.
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