A cela permanecia mergulhada em um silêncio espesso, antigo, o tipo de silêncio que parece ter se empedrado nas paredes com o tempo.
Selena não sabia mais se era dia ou noite. O tempo perdera forma. As paredes, sem janelas, mantinham a escuridão intacta, indiferente ao que acontecia lá fora.
A bandeja com pão e água seguia no canto. Intocada. O cheiro de ferro e mofo era constante, impregnando o ar como uma maldição.
Mas o que mais pesava… era o vazio.
Não o da cela.
O de dentro.
A a