Capítulo 139. O filho rebelde

"Augusto"

Quando vi o nome do meu pai no visor, considerei não atender. Mas, na circunstância atual, não podia fazer isso. Diana estava no hospital, Isabella havia se tornado a inimiga número um, e eu precisava falar com ele — nem que fosse para saber se algo tinha acontecido ou se ele pretendia fazer alguma coisa.

Atendi a contragosto, já me preparando para mais uma discussão.

— Augusto.

— Onde está o seu irmão?

Não houve bom-dia. Nem introdução. Direto ao ponto, como sempre.

Ainda assim, a pergunta era estranha. Àquela hora, César, sempre pontual, já deveria estar na empresa.

— Não sei. Por quê?

Do outro lado da linha, um breve silêncio. Calculado.

— A segurança avisou que, de manhã, ele foi para o aeroporto. Não atende ligações, não falou para onde vai e não é viagem de trabalho. Você falou com ele?

O que o César tinha feito?

— Não falei com ele desde o hospital. Ele não me avisou de nada.

— Ele não atende as minhas ligações nem as da sua mãe. Quero saber onde ele está. Ele deixou
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