Lilly não sabia em que momento tinha perdido o controle.
Talvez tivesse sido na noite anterior, quando acordou grudada em Otávio e sentiu, pela primeira vez, que não estava dividindo uma cama com um estranho. Talvez tivesse sido no casamento, quando ele a olhou como se o resto do mundo fosse nada.
Agora, dentro do carro de vidros escuros, com Júlio Guerra ao volante, Lilly tinha a sensação de estar cometendo um erro que não tinha volta.
O trajeto era curto. E mesmo assim parecia durar um