Capítulo 68- A fuga do covarde.

Rafael estava em seu escritório, ele permanecia de pé diante da janela, as mãos nos bolsos da calça social, o olhar fixo em um ponto qualquer da cidade que não exigia resposta.

Ele não estava trabalhando.

Estava calculando.

Moreira entrou sem fazer ruído.

— Senhor. — anunciou, com a voz baixa de quem sabe quando interromper.

Rafael não se virou.

— Fale.

Moreira caminhou até a lateral da mesa e abriu o tablet.

— A senhora Montenegro saiu da mansão por volta das dez e vinte. — começou. — Sem esc
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